terça-feira, 6 de julho de 2010

CAPÍTULO 1

NASCE UM GUERREIRO
23 anos atrás, o mundo estava passando por mudanças climáticas, furacões e tempestades eram comuns. Terremotos assolavam a parte norte do mundo, enquanto vulcões castigavam todo o hemisfério sul, populações inteiras foram dizimadas, meteoros e tespestades de raios já eram rotina do povo mundial.
Vamos falar sobre a aldeia de Galleimore, que não era bem o que podemos chamar de uma vila organizada, era simplesmente um grupo de camponeses que descobriram que se compartilhassem entre si conhecimentos e as diversas culturas poderiam se tornar sábios e fortes. Dentro deste vilarejo existia um casal bem humilde, ele, era o que chamamos hoje de artesão, que em troca de comida, fabricava ferramentas para que o resto das pessoas pudessem plantar. Ela, era a legítima senhora do campo, muito prendada e de um gênio fortíssimo, seu pai Parthenom, que era um senhor ruivo de olhos verdes, fazia muito gosto da união dos dois, porém havia uma pessoa que estava sempre à espreita de nosso casal.
Era uma manhã daquelas em que os terremotos já despertavam antes dos galos cantarem, ele acordara cedo para começar seu trabalho matinal, já que era quase que impossível dormir naquela bagunça. Ela que já não dormia há dias com medo de tanto tremores seguidos, andava sozinha pelo vilarejo.
Pés descalços, a areia fina como se fosse em uma praia paradisíaca, em meio àquele oásis perdido há alguns metros da aldeia, eles se encontraram, tiveram uma longa conversa sobre os tremores e o quanto eles temiam pelo futuro das pessoas que ali viviam, até que ao sentir um tremor mais forte, ele rapidamente empurra ela para o lado e cai para outro deixando assim passar entre eles uma rocha que rolava de cima da duna de areia.
Ela pálida e apavorada volta correndo à cidade sem olhar para trás, ele ficou caído ali imóvel talvez se recuperando do susto, talvez supreso pela atitude dela, mas ali estava ele, inerte...
Ao correr pelas pedras, já perto do vilarejo ela tropeça e cai, e ao olhar para tras, vê o oásis onde estara há um minuto atrás, ser engolido por uma enorme fenda na terra, sem reação e sem fôlego pela corrida, ela já não sabia se iria contar à todos o que acontecera ou se iria tentar salvar o seu herói... enquanto estava parada escuta uma voz:
-Filha!! Você está bem?? -Pergunta Parthenom-.
- Estou!!- responde ela assustada- Mas...
-Já sei- responde Parthenom antes de ela terminar- Ele estava com você não estava?
-Sim...
Por um momento fez-se silêncio, parecia que todos sabiam que o pior tinha acontecido...
Parthenom caminhava à passos largos tendo esperança que poderia encontrá-lo vivo ainda...mas todo seu esforço foi em vão...procuraram durante dias mas dele não se ouvira mais falar.
Passaram-se dois anos, os tremores já haviam amenizado e a terra começava a voltar a ser como era antes, linda, verde e para nossa geração o que se chama de paraíso, Parthenom estava sentado à sombra de uma árvore, quando de repente aparece um vulto em um manto negro e diz:
- Quanto tempo...Meu amigo!
Parthenom fica de pé em um segundo e grita:
-Helena!! Olhe quem está aqui!!!!
-Por Deus meu filho por onde você andou? -Pergunta ao rapaz.
-Aquele tremor acabou me jogando em uma fenda que me levou à uma civilização subterrânea, passei estes dois anos estudando com eles.
-Pai! o que houve por que os gritos?-Helena que estava em casa ao chegar exclama.
-Filha...Olhe...É Chronus!
Ela sem dar nem tempo para respirar cai de joelhos e chora...
-Por que o choro minha bela, eu estou aqui. E o melhor...Vivo!- exclama Chronus
-Você não sabe o que é viver pensando que quem mais amamos morreu por nossa causa...- a chorar responde Helena.
-Bom vou deixar vocês conversarem, afinal devem ter muita conversa atrasada- então Parthenom levanta-se e deixa-os a sós.
Ao ver a situação em que se encontra Helena, Chronus a abraça e eles ficam ali a noite toda...

Passam-se 5 meses e Chronus, resolve que irá voltar à sua busca pelo saber, Helena queria ir com ele mas não podia, porque enjoava fácil e não andava sentindo-se muito bem, Parthenom como era um homem vivido resolve conversar com Chronus, os dois saem à cavalo a andar pelo lugar onde Chronus sumira outrora.
-Meu filho, você já sabe que já faz parte de minha família, então por que partir?
-Bom, eu não partirei sozinho, pretendo levar Helena, que é tudo o que a vida me deixou.
-É meu filho então você não terá de levar apenas Helena...
-Como assim?-Pergunta Chronus assustado.
-Bom como posso dizer isso, ela anda tendo enjoôs ultimamente, não se sente bem...sabe como é né?
-Humm...Entendo, terei de levar um curandeiro junto!
-Não seu idiota...Ela está grávida...
Por um momento pôde-se ver o brilho nos olhos de Chronus, que após uma pausa, sai em disparada, rumo à aldeia...
-Crianças...-Diz calmamente Parthenom..

-Helena!!!-grita Chronus ao adentrar a aldeia.
-O que foi qual o motivo da baderna- responde.
-É verdade o que seu pai me disse?
-Depende do que ele disse Chronus...
-Você...err...você...err...não sei como dizer...
-O que Chronus...Fala homem...
-Você está grávida???
-O QUE??!!??!!??!
-EU??
Chronus sem entender a surpresa de Helena, diz:
-Ué você não sabia?
-Bem, como é só eu e meu pai ele não costuma falar sobre essas coisas comigo...-responde Helena, logo após corar as bochechas...
-Bom então creio que terei de ficar...
E assim foi, Helena teve uma gravidez tranquila até seu 6º mês, que foram quando começaram as suas visões.
Constantemente Helena sonhava com o alinhamento dos planetas, e com uma corja que nasceria junto de um demônio, no início ela pensava ser apenas sonhos, mas um dia...

Helena se acorda após o sonho banhada em suor, em seus braços marcas de garras e dentes, Chronus assustado resolve pedir ajuda aos Deuses, que ao fim de tudo fingiram que nada estava acontecendo. Foi então que revelou-se aquela figura estranha:
-O que vos aflige?-pergunta a voz...
-Minha mulher, meu filho...não sei o que posso fazer para salvá-los...
-Dê-me sua alma...-responde a voz...
-O quê??? Isto é impossível- Responde em tom de ironia Chronus...
-Eu salvarei sua mulher e seu filho, mas tomarei seu lugar no mundo dos homens. Você ama sua mulher ou não?
-Amo...Mas...
Sem deixá-lo terminar ouve-se novamente a proposta:
-Sua vida pela vida de sua mulher...
Chronus indaga:
-Eles ficarão bem??
-Você tem minha palavra...-responde a voz...
Então chronus responde:
-Sim...
Imediatamente após isto, Helena sente dores horríveis, enquanto o corpo de Chronus queima em um fogo púrpura, e ao sentir àquela presença maligna corre para o mais longe que suas pernas pudessem correr...
- Mulher estúpida, porque corres?
-Não!!!você não é Chronus...
-Sim! Eu sou... E serei até o fim dos dias deste corpo mortal, criarei seu filho, filho da luz para que possa usar seus poderes em prol de meus ideais...
-NUNCA! - Exclama Helena.
-Eu não poderei te matar, já que esta é minha promessa, mas você viverá a vida toda como um monstro isolado nas profundezas da terra!
Então Chronus lança uma maldição em Helena que ao sentir tamanha dor acaba dando a luz ali mesmo à um lindo menino...
-Delita...Este será seu nome...Meu FILHO!!
E ao se afastar com a criança helena que estava sofrendo ainda a dor de seu parto, afundava na terra e sumia...

Continua...

domingo, 4 de julho de 2010

Introdução
Era dos dragões, muito antes de se conhecer as religiões e as tribos, todos os povos viviam em harmonia entre si, entre os povos havia uma espécie rara e desconhecida de doença, a qual deixava a pele e a personalidade da pessoa com um aspecto estranho, era quase como um esverdeado, esta doença foi apelidada de Pandora, a origem do mal.
Como era de praxe, todas as manhãs Delita ia caçar com seu pai Chronus, mas estava com um pressentimento naquela manhã, ventava e o vento fazia um barulho ensurdecedor ao passar pelas rochas do desfiladeiro da morte, era quase como um canto fúnebre, aquele sentimento não havia sido sentindo nunca por nenum habitante da terra, Delita sentia-se desconfortável ao pisar sobre a grama baixa que escondia ossos de homens e animais, aquele lugar com certeza parecia como o cemitério que habitava suas visões em seu pesadelos frequentes.
Ao perceber seu filho agindo estranhamente Chronus pede a ele que fale qual o motivo de tanto medo...
-Filho, conte-me o que acontece com você?
-Você não parece bem? Indaga Chronus.
-Pai, estou tendo pesadelos...Responde Delita
-Pesadelos?!?! Conte-me mais sobre eles...
-Bom pai o pesadelo começa da seguinte forma...
Ao explicar o pesadelo e como tudo ia se encaixando de uma forma assustadora, Chronus resolve voltar ao acampamento, chama Delita e voltam apressadamente em um passo quase como se fosse uma corrida...
Enquanto corriam, Chronus pergunta:
-Filho, você sabe que sua mãe era o oráculo da nossa aldeia?
-Sim. -Responde Delita
Mais uma vez fez-se um silêncio quase que congelante, Delita empunha seu arco e com um golpe de ombro empurra seu pai, que cai sobre um arbusto, ao olhar para o lado vê um monstro enorme em uma luta quase que inacreditável com delita, era um montro diferente de tudo o que haviam visto até hoje, era como se fosse um globo de carne com quatro olhos, o que mais assustava eram seus dentes e uma espécie de chama negra a qual denominava-se Amat, rumores diziam que aquela chama só se apaga se o conjurador morre, nesse caso nosso monstro.
Com o primeiro golpe de Delita o monstro havia perdido a visão de um dos olhos, um aspecto estranho era de que cada olho tinha uma cor diferente, Chronus ao estudar rapidamente o monstro grita para delita:
-Os olhos!! acerte os olhos!!
Ao gritar ele atrai a atenção do monstro que em um ataque furioso lança uma labareda de chama e como estava imobilizado, Chronus não consegue desviar e acaba sendo queimado, Delita agora luta contra o tempo para salvar seu pai.
Cada grito agonizante de Chronus, lembrava Delita de seu sonho no qual via seu pai caindo em um abismo, será que o culpado foi ele que não deu importância para os sinais? Enquanto ele pensava ia desferindo golpes furiosos contra o monstro que parecia que se divertia com a situação.
Após uma intensa luta, Chronus acaba perdendo a vida e junto com ela se foi o segredo do povo de Chronus, Delita furioso tenta desesperadamente acertar o monstro, e após alguns golpes e já exausto, o monstro analisa bem delita e diz:
-Seu nome é delita certo?
Delita espantado com aquele monstro asqueroso podendo se comunicar, grita furiosamente:
-POR QUÊ?!?! Qual o motivo de você matar meu pai?
-Você tem uma força incomum, e poderá mudar o mundo-diz o monstro- o mundo está prestes a mergulhar em uma era de pesadelo e travas, você terá que encontrar 4 crianças, das quais irá cuidar e ensinar os fundamentos básicos da cultura de seu povo.
-Quem é você para me dizer o que fazer? O que você sabe de trevas? Qual o propósito de matar meu pai? -Indaga Delita, já mais calmo.
-A história é bem comprida então sente-se e escute...
Continua...